quinta-feira, 27 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Uma Questão

Um dia me perguntaram porque me deixei?
Porque cheguei esse ponto?
Porque me preocupei com outros e não comigo?
Segundo estudos de diversas universidades, as principais causas da obesidade mórbida são situações problemáticas vividas nos primeiros anos de vida ou até a juventude do indivíduo. Tais situações podem causar um nível de frustração e stress elevado, levando-o a buscar o prazer imediato pela ingestão de alimentos.
Infelizmente, ao tentar fugir ou esquecer o problema desta forma, o jovem não percebe que não está resolvendo as raízes de seus problemas, o que o levará a consumir mais e mais, entrando assim num círculo vicioso e perigoso para a sua saúde.
Obesos sofrem preconceito
Obesos sofrem preconceito e até agressões desde
a hora, temida, em que entram no transporte público
Suzana Villaverde
| Humberto Michalchuk/Prata Gelatina |
| MÁ VONTADE A psicóloga Manu Maciel: "Você sai da loja se achando a maior das mulheres" |
Muitas meninas sonham ser bailarinas, mas a paulistana Renata Vaz queria mais. Planejava abrir sua própria academia de balé, cheia de alunas promissoras. Enfrentando as barras desde os 7 anos, ela estudou dança durante uma década. O grand jeté que planejava para sua vida veio abaixo quando foi reprovada pelos jurados do exame de formatura. "Eles não apontaram nenhuma falha na técni-ca, mas disseram que minha barriga ficava muito saliente", conta Renata, que tem 1,70 metro de altura e na época pesava 60 quilos. "A professora falou que eu era muito gorda para ser bailarina clássica, mas se emagrecesse conseguiria o certificado. Foi a morte para mim." Renata é consultora de marketing, está com 27 anos, pesa 80 quilos e voltou a dançar. "Todas as meninas que fazem aula comigo pesam 30 quilos a menos. Sei que não vou ser bailarina, mas é minha paixão."
Inconcebíveis no mundo das sapatilhas e da leveza etérea, as pessoas obesas enfrentam na vida normal uma barreira universal de preconceito que vai desde as piadinhas humilhantes até a violência. "Quando era mais nova, cheguei a andar com pedras na bolsa para me defender", diz a fotógrafa Kátia Ricomini, 31 anos, 122 quilos. "Certa vez comecei a ser empurrada por um grupo de meninos dentro do ônibus. Achei que alguém fosse me ajudar, mas o cobrador até fechou a catraca para me impedir de descer." Um episódio similar, porém mais violento, levou a americana Marsha Coupe a organizar uma espécie de movimento de protesto contra o "gordismo". Marsha, 53 anos, 135 quilos, mora em Londres e estava voltando de uma visita ao marido internado com câncer quando foi agredida dentro do trem por uma mulher. "Ela me chutava e dizia que gente como eu merece morrer. Levei um soco no olho e, como uso lentes, quase fiquei cega. Não via nada, só ouvia a voz cheia de ódio me chamando de porca gorda."
| Lailson Santos |
| BANIDA NA BARRA Renata na aula de balé: "Disseram que minha barriga ficava muito saliente" |
Se ter alguns quilos a mais já perturba o cotidiano de muita gente, imagine sofrer da doença do milênio, como a Organização Mundial de Saúde classificou a obesidade. "Pedir ajuda para achar um número é ter de ver a cara de má vontade da vendedora. Você sai se achando a maior das mulheres", diz a psicóloga curitibana Manu Maciel, de 29 anos, 80 quilos, sobre a experiência banal de entrar numa loja para comprar roupas. "Depois ainda tenho de ouvir do meu marido que ele também tem problemas na hora de encontrar sapato 44", brinca. As manifestações preconceituosas em matéria de raça, sexualidade e religião são unanimemente condenadas, ainda que apenas da boca para fora – e nesse campo é uma homenagem que o vício presta à virtude –, mas os muito gordos são sempre julgados pelo peso. Na vida real ou na ficção, espera-se que sejam apenas engraçados, espirituosos ou piadistas. Qualidades morais indesejáveis, como falta de força de vontade, gula incontrolável e até carência emocional, são automaticamente associadas ao excesso de peso. "As pessoas enxergam o gordo como responsável pelos próprios males. É como se a sociedade dissesse que quem quer ser tratado com respeito deve emagrecer, quando na verdade todo ser humano merece ser respeitado, independentemente de seu tamanho", diz Allen Steadham, criador de uma ONG que promove a criação de leis para garantir os direitos dos obesos nos Estados Unidos, evidentemente o campo mais fértil para isso.
| Lailson Santos |
| CONTRA O "GORDISMO" Marsha Coupe: marcas da agressão (à esq.) e protesto para denunciar o preconceito |
A obesidade pode produzir dilemas morais terríveis, como o que aconteceu na cidade de Dundee, na Escócia, onde um casal obeso perdeu a guarda dos sete filhos. Todos estavam acima do peso, e a acusação aos pais foi de pôr a vida das crianças em risco mesmo depois de múltiplas interferências do serviço social, incluindo uma casa adequada para a família. Foi certo ou errado tirá-las dos pais? A caçula, nascida em setembro, retornou à guarda do casal. As consequências deletérias da obesidade para a saúde são amplamente conhecidas, mas fala-se menos nos males psíquicos. "A probabilidade de doenças psiquiátricas aumenta conforme o peso do paciente. Quanto mais estressante é o meio ambiente em que o indivíduo se encontra, maior é a probabilidade de ele desenvolver sintomas de depressão, agressividade ou isolamento social", diz Adriano Segal, diretor do Departamento de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Recuperada da agressão sofrida, a americana Marsha Coupe não se deixa derrubar. "Não passa um dia sem que eu ouça uma ofensa. É como se você não tivesse o direito de se sentir bem", diz Marsha, que gosta de roupas decotadas e maquiagem carregada. "Ser gordo é saber que o tempo todo estão olhando você e comentando a seu respeito. Por mais autoestima que se tenha, é estressante. Mas não mudaria nada em mim para agradar aos outros. Não estou errada, sou como qualquer outra pessoa, só que maior."
sábado, 22 de maio de 2010
obesidade é uma doença
São mais de 1 bilhão de pessoas acima do peso no mundo e cerca de 300 milhões de obesos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Sendo assim, ela já é considerada uma epidemia no mundo. No Brasil, segundo dados de 1989 eram obesas cerca de 32% da população adulta. A obesidade é uma doença crônica definida pelo excesso de gordura corporal. Ela ocorre quando a ingestão calórica é maior do que o gasto calórico. A predisposição genética influencia bastante, mas os fatores culturais e ambientais são os mais importantes para a ocorrência da obesidade. |
| Além das dificuldades sociais e psicológicas que ela acarreta, encontram-se os problemas físicos e metabólicos que estão ligados a essa doença, como resistência à insulina, comprometimento respiratório, problemas de pele, infertilidade e doenças musculoesqueléticas, como osteoartite, por exemplo. |
É ainda fator de risco importante para determinadas doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, dislipidemia (aumento das gorduras sangüíneas), doença cardiovascular e
alguns tipos de câncer, como da mama, cólon do útero, próstata, endométrio, rim e vesícula biliar.
Todas essas doenças recorrentes da obesidade requerem um alto custo da atenção à saúde, o que leva os órgãos de saúde a se preocuparem e tentarem prevenir o problema.
As causas principais da obesidade são diminuição da atividade
física, devido às comodidades da vida moderna, além de trabalhos que cada vez mais requerem um menor esforço físico, e aumento
do consumo de alimentos de alta densidade calórica, ricos em gordura e calorias. Esses alimentos na maioria das vezes são
pobres em nutrientes e somente contribuem para o aumento de peso.
Mas e como é feito o diagnóstico de obesidade?
O meio mais utilizado é o IMC – Índice de Massa Corporal, onde é dividido o peso pela altura ao quadrado. Um valor acima de 25 Kg/m2 indica sobrepeso e valores acima de 30 kg/m2 indicam obesidade.
A Organização Mundial de Saúde sugere estratégias de combate a essa doença onde as políticas públicas deveriam visar a prevenção da obesidade, a manutenção de peso, controle de co-morbidades e controle do peso.
No Brasil, existem hoje os Guias Alimentares da População
Brasileira. Um material educativo voltado para a alimentação de crianças menores de 2 anos e também para população maior de
2 anos em breve. Assim, as pessoas possuirão maior informação
sobre alimentação saudável e prevenção de doenças como a obesidade.
Para evitar o aumento das estatísticas, o ideal é incorporar hábitos saudáveis, como os descritos abaixo:
- Aumento no consumo de hortaliças, frutas, leguminosas e
alimentos integrais, ricos em vitaminas, minerais e fibras.
- Diminuição do consumo de frituras, doces, carne vermelha e salgadinhos, alimentos ricos em gordura saturada.
- Praticar atividades físicas regularmente, aumentando o gasto energético e contribuindo para a eliminação de peso e manutenção da saúde.
- Diminuir o consumo de álcool e refrigerantes, dando preferência
à água e sucos naturais.
- Faça várias refeições ao dia, que contribui para uma maior saciedade, além de um melhor trabalho do organismo.
Com esses hábitos, todos ganham e espantam a obesidade.
Minha Alimentação
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Meu Emagrecimento

Olá! Me chamo Laura, tenho 30 anos.. Quando cheguei aos trinta, percebi o quanto estava obesa. Decidi então, optar pela cirurgia bariátrica. Nesse momento pesava 114kg. Entrei para o grupo de pré- bariátrica decidida a seguir a dieta passada pela nutricionista e aprendi a dar muito valor aos alimentos saudáveis. Faz 4 meses que não como doces, massas e refrigerante não sinto falta. No momento estou pesando 96 kg perdido só por boca, pois ainda sinto dores nos joelhos para fazer atividade física. Estou esperando a confirmação da minha cirurgia.
